FANDOM


Episode 1: The First Turnabout (Episódio 1: A Primeira Reviravolta) é o primeiro episódio do jogo Phoenix Wright: Ace Attorney, e segue o primeiro caso de Phoenix Wright como um advogado de defesa. Em seu primeiro julgamento, Wright deve defender seu amigo de infância Larry Butz, acusado de assassinar sua ex-namorada Cindy Stone. Phoenix Wright, Mia Fey, Larry Butz, Winston Payne, Frank Sahwit e o Juiz todos fazem sua primeira aparição neste episódio.

Mesmo entre todos os episódios introdutórios de "tutorial" na série de jogos Ace Attorney, The First Turnabout é relativamente simples. Esse episódio é o mais curto na série, consistente de um único capítulo de julgamento. Adicionalmente, embora o jogador tenha a habilidade de pressionar testemunhas, essa função não é formalmente introduzida até o episódio seguinte, e portanto não é necessária para progredir neste episódio.

Crime Editar

Uma pequena estátua do "Pensador" escorre sangue, enquanto uma mulher jovem está morta no chão com sangue ao redor de sua cabeça. O homem em pé ao seu lado começa a entrar em pânico.

Repentinamente o homem sorri por se lembrar de ver alguém saindo, e decide culpar o assassinato nele.

Julgamento Editar

Phoenix Wright estava nervoso com a expectativa de estar na corte como um advogado de defesa pela primeira vez, especialmente por seu primeiro julgamento ser de um caso de assassinato, mas sua mentora, Mia Fey, logo aparece para lhe dar suporte moral, além de uma cópia da autópsia da vítima. Wright explicou à Fey que ele devia um favor a seu cliente, já que ele era parte do motivo de Wright virar um advogado em primeiro lugar. Wright então ouviu e encontrou, em pânico, Larry Butz, seu melhor amigo desde a escola primária e agora seu primeiro cliente. Wright tentou acamá-lo, mas Butz parecia estar mais preocupado sobre sua vida sem Cindy Stone (sua ex-namorada e a vítima do caso) do que seu próprio veredicto.

Na corte, o promotor Winston Payne e Wright cumprimentaram o juiz, que perguntou a Wright sobre os básicos do caso para determinar se ele estava pronto ou não para defender seu cliente. Após questionar Payne sobre a arma do crime, a estátua do Pensador foi aceita como evidência. Butz então assumiu o estande, afirmando que ele e a vítima eram destinados a ficarem juntos. Payne então providenciou um motivo para Butz ter cometido o assassinato: Stone tinha acabado de terminar com ele, e namorava com vários homens mais velhos e ricos que lhe davam presentes caros. Payne segui com uma questão para Butz, perguntando onde ele estava no dia do assassinato. Butz disse ter visitado o apartamento de Stone, mas que ela não estava lá, e que portanto ele saiu. Payne replicou que uma testemunha o contradizia.

O promotor chamou Frank Sahwit, um vendedor de jornal bajulador, ao estande. Sahwit depôs ter visto Butz rapidamente deixar o apartamento de Stone às 01:00. Suspeito, ele foi investigar, e encontrou o corpo de Stone. Ele saiu para procurar um telefone público e contatar a polícia. O juiz perguntou por que Sahwit não tinha simplesmente usado o telefone da vítima, mas Payne explicou que houvera um apagão de cinco horas que o impedira de usar o telefone.

No interrogatório seguinte, Wright apontou que a autópsia indicava o horário da morte como 16:00, e que portanto teria sido impossível que Sahwit encontrasse o corpo às 01:00. Embora Payne tenha protestado que Sahwit pudesse ter apenas esquecido o horário, o juiz duvidou disso; Sahwit estivera muito certo do horário em seu depoimento, então o juiz lhe perguntou por quê.

Sahwit afirmou ter ouvido o horário ser dito na TV, mas Wright apontou que isso seria impossível com o apagão. Sahwit então disse ter visto as horas em um relógio no apartamento de Stone, que era também a arma do crime. Wright novamente protestou; a arma do crime aceita como evidência mais cedo era uma estátua, e não um relógio.

Entretanto, Payne revelou que a estátua O Pensador era também um relógio; se a cabeça fosse inclinada, o horário era dito. Mas Wright se recusou a desistir; não tinha como Sahwit saber que era um relógio a não ser que o tivesse segurado em suas próprias mãos. Wright afirmou que Sahwit sabia o horário porque era o verdadeiro assassino, e ao matar Stone, o relógio anunciara as horas, lhe deixando impressionado.

Sahwit, enfurecido com ter seu depoimento arruinado por Wright, começou a colapsar no estande, descartando seu comportamento bajulador e arremessando sua peruca na cara de Wright. A testemunha afirmou que ele não tinha evidências para provar suas hipóteses, ao que ele respondeu acionando o relógio na corte; o horário anunciado estava três horas atrasado do verdadeiro, que era a mesma diferença do depoimento de Sahwit. No entanto, Sahwit disse que isso não tinha importância se ele não conseguisse provar que o relógio estava assim no dia do assassinato. Embora Wright tenha brevemente entrado em pânico com o que parecia ser algo impossível de ser provado, com a ajuda de Fey ele já tinha o que precisava e apresentou a evidência final, o passaporte de Stone de sua viagem à Paris. O relógio estava na verdade nove horas adiantado para o horário de Paris; Stone tinha levado o relógio com ela na viagem e esquecera de arrumá-lo após voltar. Sahwit, finalmente derrotado, hiperventilou no estande, espumando pela boca, e desmaiou. Ele logo foi preso e Butz foi inocentado.

Foi revelado que Sahwit era na verdade um ladrão comum que se mascarava como vendedor de jornais para saber quando moradores saiam de suas casas, e planejava roubar o apartamento de Stone enquanto ela estava em sua viagem à Paris. Ao chegar, ele viu Butz deixando o apartamento e decidiu roubar os itens de valor rapidamente, antes que alguém voltasse. Entretanto, Stone acabou retornando bem na hora e o pegou. Sahwit entrou em pânico e acertou sua cabeça com o item mais próximo que pôde encontrar, o relógio O Pensador, matando-a. A voz do relógio ecoou, dizendo "Eu acho que são 01:00", e Stone morreu de trauma na cabeça.

Resultado Editar

Após o julgamento, Fey parabenizou Wright por sua vitória. Butz interrompeu em histeria novamente, dessa vez acreditando que Stone não se importava com ele nem um pouco. Wright então lhe mostrou o relógio do Pensador; ela não teria carregado um relógio tão pesado com ela a não ser que ele tivesse algum significado. Butz deu à Fey outro relógio do Pensador; ele fizera dois como uma recordação de seu relacionamento com Stone. Fey então convidou Wright para jantar para celebrar a absolvição de Butz. Ela também pediu que ele lhe contasse a história de como Butz havia influenciado sua decisão de ser um advogado algum dia. Butz então deu um tapa nas costas de Wright e disse: "Caraca, Nick, é bom ter amigos!", mas o advogado de defesa tinha o sentimento de que não seria pago, a não ser que o relógio dado à Fey contasse.

Wright não sabia disso então, mas o relógio logo estaria em meio a outro incidente, e sua promessa de contar à Fey sobre ele e Butz seria uma que ele não poderia cumprir.

Desenvolvimento Editar

Turnabout Sisters seria o primeiro caso nos esboços antigos de Phoenix Wright: Ace Attorney. Entretanto, grandes mudanças com relação ao design dos personagens e seus papéis, notavelmente Mia Fey, Maya Fey, Winston Payne e Miles Edgeworth pediram por edições drásticas no caso, e então outro caso (The First Turnabout) acabou sendo colocado antes de Turnabout Sisters.

Diferenças na adaptação de anime Editar

  • A peruca de Sahwit é derrubada pela força do protesto de Wright, e não jogada por Sahwit na cara de Wright quando ele é encurralado.
  • Flashbacks para o julgamento de classe de Wright são mostrados através do episódio, referenciando o modo como isso afetou sua decisão de se tornar um advogado de defesa. No jogo, o julgamento de classe não é mencionado até Turnabout Goodbyes. Adicionalmente, os flashbacks fazem parecer que Wright fora salvo no julgamento por Larry Butz, o que obscurece o fato de que Miles Edgeworth fora uma parte crucial do ocorrido, como ele ainda não havia sido introduzido no anime. Um flashback em particular mostra um jovem Butz defendendo Wright antes da cena cortar para um dedo apontando enquanto uma voz protesta. A mão mostrada e a voz ouvida pertencem na verdade a Edgeworth, mas podem ser confundidas com as de Butz.
  • A data do julgamento é 26 de março no anime e 3 de agosto no jogo.

Referências culturais Editar

  • Ao descrever seu relacionamento com a vítima, Butz afirma que eles eram como Romeu e Julieta, ou Cleópatra e Marco Antônio, e Wright pensa, "Eles não morreram?". Romeu e Julieta e Antônio e Cleópatra são ambas tragédias escritas pelo autor de peças William Shakespeare.
  • Ao ser questionado por evidência para provar que o relógio estava atrasado, se qualquer coisa sem ser o passaporte de Stone for apresentada, o juiz desafiará Wright, que então pensa: "D'oh! Não era isso!". "D'oh!" é um bordão usado pelo personagem Homer Simpson na série americana Os Simpsons, geralmente quando algo dá errado para ele.
  • Quando Fey questiona a crença de Butz de que Stone não se importava com ele, ele diz "Ex-squeeze me", ao invés de "excuse me (com licença)". "Exsqueeze me" e "baking powder (fermento em pó)" são usados como substitutos, respectivamente, para substituir "excuse me" e "beg your pardon (peço seu perdão)", pelo personagem ficcional Wayne Campbell nos filmes Wayne's World e Wayne's World 2.

Erros Editar

  • Uma das perguntas do juiz no começo do julgamento é qual é o nome da vítima. Quando Fey percebe que Wright temporariamente esqueceu o nome da vítima, ela diz, "Olhe, o nome do acusado está listado no Registro Judicial" (ao invés de "Olhe, o nome da vítima está listado no Registro Judicial"). Isso foi corrigido em Phoenix Wright Ace Attorney Trilogy.

Notas Editar

  • Na localização americana da série, o episódio se passa no Fuso Horário do Pacífico, que é nove horas atrás do Fuso Horário da Europa Central, no qual está inclusa Paris, França. Fontes oficiais dos jogos localizam o episódio especificamente em Los Angeles, Califórnia. Na versão japonesa, o episódio se passa em algum lugar incerto do Japão, e Mika Takabi (Cindy Stone) viaja à Nova Iorque.
  • O caso é um dos poucos na série inteira no qual o assassino é claramente mostrado na cena introdutória cometendo o crime (os outros sendo Turnabout Sisters, Turnabout Visitor, The Monstrous Turnabout, e The Foreign Turnabout).
  • Esse é um dos únicos três casos nos quais apenas uma testemunha é interrogada, os outros sendo Turnabout Visitor e o não-oficial Apollo Justice: Asinine Attorney.
  • Após Sahwit hiperventilar e desmaiar, o juiz pergunta a Payne sobre a condição de Sahwit. Ao fazê-lo, o juiz se refere a ele como o "cliente" de Payne, o que seria na verdade a terminologia correta ao se referir a testemunha de um advogado. Entretanto, essa era a "testemunha" de Payne em Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy, presumidamente pela alta probabilidade de os jogadores equivocadamente pensarem ser um erro.

Outros idiomas Editar

  • Japônes - 初めての逆転 (Hajimete no Gyakuten; "Reviravolta pela Primeira Vez")
  • Francês - La première volte-face ("A Primeira Reviravolta")
  • Alemão - Der erste Wandel ("A Primeira Mudança")
  • Espanhol - El primer caso ("O Primeiro Caso")
  • Italiano - Banco di prova ("Bancada De Teste")
  • Coreano - 첫 번째 역전 (Cheot Beonjjae Yeokjeon; "A Primeira Reviravolta")

Galeria Editar