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Episode 2: Turnabout Sisters (Episódio 2: Reviravolta das Irmãs) é o segundo caso em Phoenix Wright: Ace Attorney. Com sua mentora Mia Fey tendo sido assassinada, é o dever de Phoenix Wright limpar o nome da principal suspeita: a irmã mais nova de Mia, Maya. Entretanto, para fazer isso, Wright precisará derrotar o invicto "Advogado Demônio", Miles Edgeworth.

Esse caso marca a morte da personagem principal Mia Fey, bem como a primeira aparição de Maya Fey, Dick Gumshoe, Marvin Grossberg e Miles Edgeworth. Ele também introduz os capítulos de investigação e revela algumas informações sobre o Clã Fey.

5 de setembro Editar

O Crime Editar

Às 20:57, um homem foi ao escritório de Mia Fey para pegar alguns documentos que poderiam prejudicar seus negócios caso fossem revelados. Para impedir que Fey revelasse seus segredos, o homem pegou O Pensador, um presente dado à ela após um caso um mês antes, e acertou sua cabeça. Fey murmurou "Vermelho... Branco... Azul", e então colapsou.

Prisão Editar

Phoenix Wright, tendo recebido uma ligação de Mia pedindo para encontrá-la, chegou atrasado ao escritório e sentiu cheiro de sangue. Temendo pelo pior, ele entrou no escritório e encontrou o corpo de Fey, próximo à uma garota jovem e estranha chorando. A garota então desmaiou em choque. Wright a carregou até o sofá antes de retornar para investigar a cena do crime.

Wright descobriu que a arma do crime era o relógio do Pensador feito por seu amigo Larry Butz. Ele também encontrou um recibo no qual estava escrito o nome "Maya" em sangue, bem como um abajur de vidro quebrado ao lado do corpo. Wright mostrou o recibo à garota, que acabou por ser Maya Fey, a irmã mais nova de Mia. Bem na hora, o detetive Dick Gumshoe chegou com a polícia e prendeu Maya, levando em conta o escrito em sangue e a ligação de uma testemunha no prédio ao lado do escritório.

6 de Setembro Editar

Apesar de não ter conseguido descansar na noite anterior, Wright foi ao Centro de Detenção para se encontrar com a suspeita. Maya Fey lhe pediu para conseguir que um advogado veterano a defendesse na corte. Para isso, Wright foi ao escritório de Marvin Grossberg e o encontrou vazio. Um quadro de um pescador estava prominente na parede.

No Escritório de Advocacia Fey & Cia, Wright encontrou o detetive no comando da investigação da cena do crime, Dick Gumshoe. Pensando que Wright fosse o advogado de Maya, Gumshoe lhe deu a autópsia da vítima e as notícias de que Miles Edgeworth, o invicto "Advogado Demônio", estaria processando Maya Fey no dia seguinte. Wright pegou o celular de Maya de volta, para rever suas ligações recentes.

No Hotel Gatewater, Wright encontrou a testemunha chave de Edgeworth, April May. No quarto de May, Wright viu uma chave de fenda em uma de suas gavetas, mas ela não deixou que ele mexesse.

Wright então voltou ao escritório de Grossberg para encontrá-lo. Ele estava presente, mas se recusou a defender Maya sem dar explicações. Wright foi ao Centro de Detenção para contar-lhe as más notícias. Durante a conversa, Maya revelou ter nascido em uma longa linhagem de médiuns espíritas. A família Fey, inclusive Mia, tivera esses poderes desde que a primeira Fey nascera. Quinze anos antes, a polícia tinha consultado Misty Fey, a mãe de Mia e Maya, para achar o culpado de um assassinato incomum. Entretanto, o suspeito fora inocentado, e um homem chamado "White" descobriu sobre Misty e vendeu a informação à mídia, tornando Misty e a polícia motivo de piada. Misty desapareceu logo depois, e Mia se tornou uma advogada para investigar White e o incidente. Sentindo-se mal por ela, Wright concordou em defendê-la; ele não podia abandoná-la, ou estaria traindo a própria razão por ter se tornado um advogado de defesa em primeiro lugar: proteger aqueles nos quais ninguém acreditava.

Relembrando que May reagira de modo estranho quando ele tentou alcançar a gaveta, Wright retornou ao hotel e encontrou um aparelho de escuta na mesma gaveta.

7 de Setembro Editar

Julgamento Editar

O julgamento começou com a afirmação de Miles Edgeworth de que uma evidência e uma testemunha decisivas provariam a culpa da acusada. Dick Gumshoe foi o primeiro a ser chamado ao estande e estabeleceu os fatos: o corpo da vítima fora encontrado abaixo à janela, e ela morrera de um único golpe a cabeça com um objeto pesado, no caso o relógio O Pensador encontrado no chão.

Gumshoe depôs ter detido Maya por causa do depoimento de April May. No entanto, após pressionar, Wright apontou que o depoimento não era a "evidência decisiva" da qual Gumshoe estava falando. Gumshoe então se corrigiu, depondo que a prisão era porque ele encontrara um pedaço de papel com o nome "Maya" e concluiu que antes de morrer, Mia teria escrito o nome do assassino com seu próprio sangue. A comparação do sangue era afirmativa, e sangue tinha de fato sido encontrado em um dos dedos de Mia, aparentemente confirmando a suspeita de Gumshoe. Wright mostrou a autópsia, que determinava que Mia morrera no momento em que fora acertada, e que portanto não tivera tempo de escrever nada. Edgeworth então apresentou uma autópsia atualizada que mostrava que Mia não tinha, de fato, morrido instantaneamente, anulando a contradição. Wright suspeitou que Edgeworth pudesse ter forjado a autópsia, mas não tinha provas.

April May então assumiu o estande e alegou ter visto Maya atacar Mia com o Pensador, mas acidentalmente se referiu a ele como um relógio. Wright protestou que não tinha como ela saber que a arma era um relógio só por olhá-la. May disse ter ouvido o relógio de seu quarto de hotel, mas uma conversa gravada entre Mia e Maya encontrada no celular de Maya provou que o mecanismo de relógio fora removido antes do assassinato. Wright sugeriu que May tivesse ouvido a respeito do relógio ao usar o aparelho de escuta que estava em sua gaveta para grampear o telefone de Mia. Sem escapatória, May confirmou a acusação de Wright, mas se manteve firme sobre não ter matado Mia; ela tinha um álibi que podia ser verificado por um camareiro do hotel. Esse camareiro foi chamado ao estande.

O depoimento do camareiro não revelou nada importante sobre o caso. Entretanto, durante o interrogatório, Wright o pressionou até que ele deixou escapar que May tinha se hospedado com outro homem, e que Edgeworth havia lhe dito para não mencionar o homem a não ser que fosse especificamente questionado. Com a possibilidade de um novo suspeito, a corte foi adiada, e May foi presa por grampear o telefone de Mia.

Investigação Editar

Wright primeiramente foi ao Centro de Detenção e interrogou April May, sem sucesso. Ele então foi ao Escritório de Advocacia Grossberg e encontrou duas fotos com o nome "Incidente DL-6" atrás. Ele também notou que o quadro da parede havia sumido. Ele pegou a foto de um homem sorridente de cabelo roxo rotulada "Incidente DL-6 - Exposição B" e a mostrou ao camareiro, que confirmou que o homem na foto era o mesmo que se hospedara; ele até mesmo escreveu uma declaração para Wright, jurando que ele era o homem.

Wright voltou ao Centro de Detenção, mostrando à May a foto do homem e a declaração do camareiro. Ela finalmente revelou que o homem era seu chefe Redd White, o presidente da Bluecorp.

Wright foi à Bluecorp e encontrou Redd White. Ele reconheceu o quadro de Grossberg na parede, mas ao confrontar White sobre isso, ele foi avisado de que White controlava a polícia e as cortes, e que Wright era um ninguém, impotente para pará-lo. White até agrediu Wright apenas para demonstrar a liberdade de suas ações por conta de sua influência.

Wright então questionou Grossberg, que admitiu que não podia defender Maya porque White o estava chantageando. Grossberg tinha contado a White sobre a médium no Incidente DL-6 em troca de riquezas, e agora White estava ameaçando revelar esse fato à polícia a não ser que Grossberg realizasse seus comandos. Na verdade, chantagem era toda a base por trás dos "negócios" da Bluecorp. De volta à cena do crime, Wright descobriu que alguns documentos estavam faltando nos arquivos de Mia, mas também encontrou artigos sobre suicídio nos quais a palavra "White" estava escrita de lápis. White havia chantageado várias figuras importante ao longo dos anos e os levado ao suicídio. Phoenix Wright decidiu confrontar o assassino de sua mentora novamente. Ele lhe mostrou um documento de suicídio alegando que White tinha chantageado o político até a morte, e o acusou de matar Mia Fey para mantê-la em silêncio, usando May como cúmplice. Em resposta, White contatou o Escritório de Promotoria, informando-os de que ele iria depor contra Wright, o implicando como o assassino. White prometeu a Wright que ele receberia um advogado incompetente do estado, e que seria condenado e incapaz de fazer qualquer coisa. Gumshoe então chegou e prendeu Wright.

8 de Setembro Editar

No Centro de Detenção, Wright recusou seu advogado do estado, dizendo ter um plano para representar e defender a si mesmo. Maya foi solta, e Wright foi preso em seu lugar. Ele lhe explicou tudo, e ela - enfurecida pelo número de vidas que White tinha arruinado - garantiu que estaria na corte no dia seguinte para lhe dar suporte, embora Wright não conseguisse pensar em nada útil para ela fazer. Wright jurou vingar sua mentora.

9 de Setembro Editar

Julgamento Editar

O promotor Edgeworth encontrou Wright na Sala dos Acusados e garantiu que faria qualquer coisa por uma condenação, e que todos estariam do lado de White. Ele justificou sua crença de condenar todos os acusados se referindo à incerteza da inocência ou culpa de qualquer acusado. Wright respondeu que Edgeworth tinha mudado; ele o conhecia de anos antes, mas não quis explicar à Maya.

O julgamento começou com Redd White no estande como testemunha. Ele depôs que estava lendo alguns documentos até que ouviu um barulho alto do lado de fora da janela. Ele alegou ter visto Phoenix acertar Mia Fey na cabeça com um objeto pesado. Wright pediu que ele especificasse a direção para a qual Mia correra. White respondeu que Mia correra para a esquerda, seguida pelo assassino, mas Wright indicou que isso contradizia a planta do escritório e o depoimento de April May, a não ser que White tivesse testemunhado o crime do ponto de vista do assassino. White continuou a depor que Wright acertara a vítima duas vezes, afirmando que Mia usara suas últimas forças para correr para a direita antes de ser agredida uma segunda vez, mas a autópsia já estabelecera que Mia tinha morrido de um único golpe. White então afirmou ouvir um abajur de vidro caindo, o que o fez olhar pela janela do hotel e testemunhar o assassinato. Wright rebateu que White não teria visto o abajur da janela, e que então ele não deia saber nem mesmo que era um abajur a não ser que ele fosse o assassino. Isso quase encurralou White, mas Edgeworth interviu; ele protestou contra a conclusão de Wright, recomendando que White admitisse ser quem colocara o aparelho de escuta no escritório de Mia uma semana antes do assassinato; ele teria visto o abajur então.

Incapaz de encontrar mais evidências, Wright aceitou a derrota, mas então viu Mia ao seu lado, lhe dizendo para não desistir, e ele desmaiou. Ao acordar, ele viu que Mia estava usando as roupas de Maya. Ela lhe informou que Maya era capaz de endorcisar seu espírito e lhe disse para olhar o verso do recibo em que estava escrito "Maya". Era o recibo da compra de um abajur, comprado apenas um dia antes do assassinato; portanto teria sido impossível que White visse o abajur no escritório de Mia uma semana antes, como não tinha nem sido comprado ainda naquele ponto. Wright apontou isso quando a corte foi reconvocada, novamente implicando White como o assassino. Edgeworth persistiu, exigindo mais um dia para investigar as acusações de Wright, mas Phoenix sabia que ele não podia deixar isso acontecer, certo de que Edgeworth corromperia o julgamento com evidências novas (e provavelmente falsas) se tivesse tempo. O protesto de Edgeworth foi sustentado, no entanto, e White estava prestes a sair quando Mia deu um bilhete a Wright para que ele lesse em voz alta; era uma lista de pessoas famosas que Wright chantageara. Mia mandou que White confessasse o assassinato se ele não quisesse ter a lista revelada à mídia e, sem outras opções, White concedeu. Phoenix Wright foi declarado inocente, marcando a primeira derrota de Edgeworth.

Resultado Editar

Phoenix Wright herdou o escritório de advocacia de Mia Fey, formando o Escritório de Advocacia Wright & Cia, e Maya se tornou a assistente de Wright a pedido de Mia.

Desenvolvimento Editar

  • Turnabout Sisters foi o primeiro cenário criado para o jogo e foi originalmente planejado para ser o caso introdutório. Entretanto, isso foi mudado quando ele foi considerado longo demais para ser a introdução, além de permitir que Mia interagisse mais com Wright como sua mentora antes de sua morte.
  • April May e Redd White foram alguns dos primeiros personagens criados e estabeleceram o padrão para todas as testemunhas seguintes, tanto em termos de excentricidade quanto de nomes com trocadilhos. Seus nomes foram na verdade escolhidos juntos na versão original japonesa do jogo na qual o tema de nomes entre os dois personagens é mais óbvia (o nome japonês de May significa "alto, médio e baixo" enquanto o de White significa "pequeno, médio e grande").

Referências culturais Editar

  • Ao descobrir o corpo de Mia, Wright diz, "Chefe? Chefe...? Chefe!!!". Embora possivelmente involuntariamente, isso é semelhante ao modo como vários personagens do jogo Metal Gear Solid chamam Solid Snake pelo rádio durante os fins de jogo.
  • Se, quando Wright está tentando lembrar o nome de Gumshoe, a opção "Detetive Suedeshoes" é escolhida, o detetive comenta "That's me! Don't step on my blue suede shoes..." (Sou eu! Não pise nos meus sapatos de camurça azuis...) antes de perceber "Espera! Isso é uma música, parsa!". Essa é uma referência à música "Blue Suede Shoes", mais famosamente performada por Elvis Presley.
  • O nome do Hotel Gatewater é uma referência ao Watergate Complex and Scandal (Escândalo do Complexo Watergate), que também envolveu aparelhos de escuta.
  • Se a janela do quarto de hotel de April May for examinada após sua prisão, o camareiro falará sobre os planos do hotel de instalar um telescópio na janela para que por cinco dólares, visitantes possam ter três minutos de uma "view to a kill" (vista à uma morte), que é um trocadilho com o título do filme de James Bond de 1985, A View to a Kill.
  • Em um ponto White menciona que seu lema é: "Don't worry, be happy!" (Não se preocupe, seja feliz!), que é uma frase famosa pelo líder espiritual indiano Meher Baba e que inspirou a música "Don't Worry, Be Happy" por Bobby McFerrin.

Diferenças do anime Editar

  • No jogo, é Wright que decide defender Maya "queira (ela) ou não" após lhe dizer que Grossberg se recusou a aceitar seu caso. Já no anime, Wright tenta contatar alguns outros advogados depois de Grossberg recusar, embora ele eventualmente peça que Maya lhe deixe defendê-la na corte (ao mesmo tempo em que ela pede que ele aceite seu caso).
  • Durante os depoimentos de May e White, cenas de "flashbacks" mostrando Maya e Wright, respectivamente, usando O Pensador para matar Mia são exibidas.
  • Após o primeiro julgamento, é Grossberg que vai ao escritório de Wright para visitá-lo, e não o contrário.
  • Manfred von Karma faz uma aparição física no episódio (no jogo, ele não é nem mencionado até Turnabout Goodbyes).
  • Quando Edgeworth tenta estender o julgamento por mais um dia para investigar, Mia escreve na hora uma lista de pessoas que White chantageou, ao invés de simplesmente entregar uma lista já escrita a Wright.

Notas Editar

  • Tanto April May quanto Redd White acusaram indivíduos cujos nomes rimam com seus próprios; April May acusou Maya Fey e Redd White acusou Phoenix Wright.
  • Redd White trabalha em uma empresa chamada Bluecorp. Red (vermelho), white (branco) e blue (azul) são as três cores da bandeira dos Estados Unidos. Essa ideia é apoiada pelas últimas palavras de Mia Fey, que são "Red... White... Blue...", com ela tendo perdido sua consciência antes de conseguir terminar de falar "Bluecorp". Embora muitas outras bandeiras sejam vermelhas, brancas e azuis, a provável intenção do nome traduzido para o inglês é referenciar a bandeira dos Estados Unidos.
  • Em Rise from the Ashes, Damon Gant pede que Miles Edgeworth transfira uma chave de fenda azul que fora evidência em um incidente rotulado "AI-16" e resolvido meio ano antes. Turnabout Sisters ocorreu meio ano mais cedo e envolveu uma chave de fenda azul, que esteve no quarto de April May. Não é esclarecido se é a mesma chave de fenda ou o mesmo caso.
  • O caso é um dos poucos na série inteira no qual o assassino é claramente mostrado na cena introdutória cometendo o crime (os outros sendo The First Turnabout, Turnabout VisitorThe Monstrous Turnabout, e The Foreign Turnabout).
  • Esse é o primeiro caso de Ace Attorney no qual o assassino tenta culpar outra pessoa fazendo parecer que a vítima escreveu o nome do acusado antes de morrer. Com exceção de Apollo Justice: Ace Attorney e Ace Attorney Investigations 2, esse método de manipulação da cena do crime ocorreu em todos os jogos da série até hoje. Turnabout Sisters na verdade mostra a improbabilidade de a vítima escrever um nome ao morrer, com Wright questionando Gumshoe sobre quantos casos nos quais isso aconteceu ele já teve, ao que ele ansiosamente responde que "acontece o tempo inteiro em livros e filmes!". Wright lhe diz para se manter com a realidade, e o detetive relutantemente admite não ter visto muitos desses casos. A conversa inteira é um tanto irônica, considerando o número de vezes que essa situação ocorre nos jogos da série.
  • Embora completamente involuntariamente, o sermão dado por Wright a Gumshoe por considerar livros e filmes uma fonte confiável de exemplos de vítimas escrevendo os nomes de seus assassinos ("Isso não é um filme, detetive") acaba sendo irônico, já que os eventos de Turnabout Sisters seriam parte da adaptação de 2012 para cinema de Ace Attorney.
  • Grande parte das palavras que White usa para se fazer parecer mais inteligente foram inventadas por ele mesmo, inclusive: cogniferous, inquirably, roundature, beautacious, fantabulistic, magnificentatious, perusifying, abso-posi-lutely, ridiculosity, e impossachievable.
  • Durante o primeiro encontro de Gumshoe com Wright (enquanto ele prende Maya), o detetive nunca termina suas sentenças com "parsa" como ele faz pelo resto da série (inclusive no encontro seguinte deles). Ao invés disso, ele usa "viu" de modo parecido ("Bem, eu sou o detetive Dick Gumshoe, viu?" e "Nós recebemos um depoimento do prédio do outro lado da rua, viu.") Isso pode ser uma sobra de uma tentativa anterior para manter o jeito de falar diferenciado do detetive, e é semelhante ao modo como atores como Edward G. Robinson acentuavam seus diálogos com "é!" e "viu?" ao interpretar criminosos.
  • Quando Wright percebeu que Redd White fora quem assassinou Mia, White chama o "Promotor Chefe" para prendê-lo. No entanto, esse título foi traduzido de modo errado, e a posição não é a mesma de Lana Skye. O "Promotor Chefe" em questão também age muito mais emocionalmente do que Lana agiria naquele momento, e é insinuado que seja um homem, julgando principalmente pelo efeito sonoro masculino (mais grave) emitido em suas falas.
  • Incomumente para o progresso geralmente linear apresentado no jogo, há na verdade dois métodos de descobrir a identidade de White. Depois de mostrar a declaração do camareiro à April May, duas escolhas são dadas: "Tranquilizá-la" ou "Pressioná-la". Escolher "Pressioná-la" faz com que Wright ameace revelar à imprensa o envolvimento de seu chefe no crime, fazendo-a desistir e revelar quem ele é. Entretanto, se a opção "Tranquilizá-la" for escolhida, May vai perceber o blefe de Wright e se recusar a cooperar, e ele amassará a dacleração, considerando-a inútil. Se isso acontecer, Wright ainda pode descobrir sobre White, retornando ao escritório de Grossberg e lhe mostrando a foto de White, o que faz com que ele revele sua identidade e indique o caminho à Bluecorp.
  • Esse é o único caso no qual a assistente principal do jogo é acusada de um assassinato que não tenha sido cometido por esfaqueamento.

Erros Editar

  • Durante a conversa de telefone entre Mia e Maya, no prólogo, há uma parte que aparenta ser falada por "???" (Maya) e que, julgando pelo contexto, deveria ser falada por Mia ("Hmm, bem... Tem uma possibilidade de que seja isso, sim."). Ela é corretamente identificada como falada por Mia mais tarde nos registros do tribunal.
  • Após Wright apresentar evidências à April May em seu quarto de hotel, ela comenta, "Eu... 'a testemunha'! É como no filme!". Mesmo que isso faça sentido gramaticalmente, parece estranho que ela diga "como no filme" ao invés de "como nos filmes" ou "como um filme", especialmente porque nenhum filme específico é mencionado na conversa. Em Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy HD, isso é corrigido para "É como nos filmes!"
  • Durante o primeiro dia de julgamento, após fazer sua introdução, Edgeworth diz "Você pode chamar sua primeira testemunha", que é uma fala mais adequada para o juiz do que para Edgeworth. Os remakes (Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy HD e Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy corrigem isso, mudando a fala de Edgeworth para "Se pudermos chamar nossa primeira testemunha, Vossa Excelência".
  • Quando May se apresenta na corte, o juiz lhe diz para evitar piscar para a audiência. No entanto, por conta de um erro, ao invés de lhe dizer "refrain from wanton winking" (abstenha-se de piscar de modo malicioso), ele diz "refrain from wonton winking" (abstenha-se de piscar como um wonton). Apesar de serem diferenciadas por apenas uma letra e terem a fonética semelhante, as duas palavras tem significados muito diferentes; "wanton" quer dizer "malicioso", enquanto um "wonton" é um tipo de massa chinesa. Esse erro é corrigido em Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy.
  • A seção da gravação da conversa entre Mia e Maya mostrada na corte é diferente da mesma no prólogo ou mostrada no registro da corte. Algumas partes estão faltando (embora isso possa ter sido intencional) e outras foram mudadas (por exemplo, Maya nunca diz "Então você quer que eu guarde O Pensador para você?" em nenhuma versão da conversa sem ser a mostrada durante o julgamento).
  • Mesmo que o jogador já tenha descoberto sobre Whitet através de May, ela continuará a afirmar que seus "lábios estão selados!" ao ter a fotografia de White mostrada à ela.
  • Após se vangloriar a respeito de seu controle sobre sistema legal, White zomba de Wright dizendo "Eu não espero que você entenda. É um mundo além da sua compensação" (ao invés de "compreensão"). Isso é provavelmente um erro, ou seria a única situação em que White usa uma palavra de modo incorreto em oposição a usar palavras desnecessariamente complexas ou inventadas.
  • Apresentar a fotografia de White a Grossberg mesmo depois de descobrir sobre ele ainda fará com que Grossberg se recuse a falar a respeito dele.
  • Mesmo depois de possivelmente ter acabado de ver o quadro no escritório de White, Wright ainda tentará se lembrar como ele era caso o espaço no qual ele costumava ficar seja examinado no escritório de Grossberg.
  • Ao se tornar suspeito do assassinato de Mia, Wright diz que não esperava ficar na posição de acusado algum dia. O episódio Turnabout Memories de Phoenix Wright: Ace Attorney: Trials and Tribulations retroativamente contradiz isso, visto que Wright fora o acusado no caso. Esse erro é corrigido em Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy, onde a fala é mudada para mostrar Wright dizendo que não esperava ser acusado do assassinato de Mia especificamente.
  • Enquanto depõe sobre ter visto Maya assassinar Mia, White inicialmente diz, "Eu chamei a senhorita May imediatamente. Ela também ficou espantada, é claro." Entretanto, durante o interrogatório, isso muda para: "Eu chamei a senhorita May imediatamente. Ela também ficou surpresa, é claro."
  • Durante a segunda parte do depoimento de White "O Grampeamento" (especificamente a versão depois de Mia dar o recibo do abajur de vidro a Wright), Edgeworth diz "Agora, Sr. White. Nos diga por que você foi ao Escritório de Advocacia Fey & Cia" sem ponto final (embora um ponto final estivesse presente durante a mesma exata frase no depoimento anterior).
  • Apesar de ser uma cena do crime, o escritório de Mia está mais arrumado enquanto a polícia está investigando do que durante o assassinato (por exemplo, Charley está para cima novamente e a sala não parece mais ter sido invadida).
  • O pôster no escritório de Mia muda entre a noite do assassinato e o dia seguinte.

Outros idiomas Editar

  • Japonês - 逆転姉妹 (Gyakuten Shimai; Reviravolta da Irmã")
  • Francês - La Volte-face des sœurs ("A Reviravolta das Irmãs")
  • Alemão - Wandel der Schwestern ("Mudança das Irmãs")
  • Espanhol - El caso de las hermanas ("O Caso das Irmãs")
  • Italiano - Un caso paranormale (lit. "Um Caso Paranormal")
  • Coreano - 역전 자매 (Yeogjeon Jamae; "Reviravolta da Irmã")